terça-feira, 22 de agosto de 2006


.:Metades:.
Não gosto de meias palavras. Tampouco simpatizo com o que é "meia-boca", com o que é "meia-sola". Fico receoso com os meios-termos, com as meias-tintas. Fotos de meio-corpo escondem a metade. Meia-estação é um saco - vírus e viroses andam à solta -. Andar no meio-fio é um perigo. Meias verdades não são mais verdades do que uma mentira qualquer.

Tudo que começa por "meio" já começa cinqüenta por cento mais perto do fim. Já começa com apenas cinqüenta por cento da capacidade, da confiabilidade e da resistência. Já começa com cinqüenta por cento a menos de chance de dar certo. "Meio que trágico" e "meio que sublime" são perpendiculares; se encontram sem cerimônia e, ali, já não se sabe o que são.

Viver de meias verdades, de meias palavras, de meias-solas? Não, é uma idéia de meia-tigela. Minha "cara-metade" está colada à sua análoga, firme e forte em cima do pescoço. Sem essa de viver a vida pela metade. Ela tem é que ser vivida em sua plenitude: palavras, bocas, solas, termos, tintas, corpos, estações, fios, verdades. Do contrário, lá se vai a metade da graça.

sábado, 12 de agosto de 2006

domingo, 6 de agosto de 2006

.:Estou acima de Atlântida e abaixo do Olimpo.
Sei que às vezes minhas atitudes diante dos outros ou até a interiorização dos meus questionamentos podem revelar o acuado peixe que me sinto ser, nadando com braços que se quebram com o mínimo esforço de tentar alcançar os corais serenos da compreensão pessoal e alheia; as minhas barbatanas se estilhaçam, enferrujam, se definham ou atrofiam nas maiores tentativas de lutar pelo que sou ou com quem almejo ao menos me parecer; meus olhos se cansam de olhar para mim, ora com ar de gracejo próprio, ora com menosprezo e desdém pela discórdia que se enraíza entre minha razão e meus sentimentos. Tempos que quando percebo, captando fluído externos, me parecem remotos, mas são tão atuais quanto minha própria imaginação em um sonho de mil anos à frente.
Sinto-me como o tubarão impulsivo, o lobo faminto, o leão voraz, a serpente venenosa, pois me engano enquanto brinco de viver sem imaginar de que comportamentos mais adequados me devem munir para tentar abrandar minha convivência com aqueles que me engalfinham sem remorso.
Abaixo dos deuses, ou do Deus... Nada posso fazer. Parecem ações incontroláveis as que pratico na dança do aprender, vezes que me sinto como o anjo da ajuda àqueles que me cercam, outras que me sinto como a pedra inerte que com intuito fútil derruba os andantes que não a observam com melhores atenções, outras vezes que me sinto como um indigno de merecer o diploma da harmonia polida que a vida oferta em delineios da História. Mas o que me faz grande ou pequeno não sou eu próprio, não é de mim mesmo... A minha grandeza de alma, de espírito; o meu caráter puro; meu saber formoso; meu olhar sincero; meu pensar receoso; minha dúvida inocente... Nada do que tenho ou sou a mim pertence. Nada do que possuo, a mim cabe, uma vez que tudo o que se escreve como sendo eu na forma física da silhueta masculina, nas palavras gentis que se adjetivam à pessoa que todos acham conhecer, nos desenhos rebuscados de criança intérprete do real, uma vez que tudo isso e mais um pouco do muito que não se entende se esboça como descrição impessoal daqueles que observam e tentam desconfigurar o inimaginável... Devo ao universo de criaturas intocáveis que açambarcam meu caminho.
Quando eu pensava ter encontrado a resposta do que devo ser e acreditava que meu perfil era mártir, novas pessoas - imperfeitas em seu primor, saudáveis em sua suas debilidades, únicas em sua universalização, majestosas em sua penúria - me ensinam através do que são, a ser maior do que eu mesmo acreditava poder um dia sequer alcançar ser. Pelo que respondo "como sou" revelando que nada sou, senão o melhor e o pior de cada um daqueles que me presenteiam com sua convivência, visto que meu crescimento está no que venho aprendendo até com meus erros e com os dos meus semelhantes, aos quais, a todos por herança de uma mesma obra natural perfeita e grandiosa, tenho o prazer e o orgulho em virtudes e desventuras, de chamar de irmãos.
O mundo não seria o que é sem cada um de vocês que me permitem estar vivo por suas existências. O meu mundo foi construído pelas suas mãos e aperfeiçoado pelo que de mais precioso cada um me ensinou e continua ensinando!:.
.:Bobagem achar que na vidas tudo precisa ter sentido:.

Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que eu não era.
Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil.
Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros era eu!
...uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de...

quinta-feira, 27 de julho de 2006

.: Falando de Mim :.

.:Sou eu!
Ser pensante que gira, que mira na ira dos acontecimentos da vida.
Sou eu!
Lembrando de algo que se foi, me contemplando em solidão, caindo no pranto de saudade, buscando nos outros o que gostaria que buscassem em mim...
Me traduzo em linha torta, me viro de cabeça pra baixo.
Me alinho sozinho como nunca devia ter feito.
Devagar o mundo me consome...
Devagar a vida me permite...
Devagar as pessoas me evitam...
Devagar se cala a voz que persiste em gritar...
Oco, pouco, louco sonhador!
Oco, pouco sem vontades!
Ouço soluçar em maremotos que me mostram verdades...
As minhas verdades...
A minha cena, a minha enterrada existência!
Ainda lembro que sou eu quem me permite sonhar, mesmo que sonhos "impróprios" prefiro a minha lambança!
Mundo feroz, tempo vazio, perca de tempo.
Tempos de talvez, e talvez não tenha tempo pra ser feliz, sou feliz assim, perante a reprovação dos "normais".
Ouço reluzes...
Existo na minha própria farsa...
Me prometo tentar, mesmo erradamente, eu tento!
Ainda lembro que antes de qualquer mundo que possa existir, existe o meu próprio mundo, que é nele que vivo, é nele que amo, que busco minha importância...
Eu não sou cego, sou eu que me realizo, ainda lembrando que posso ser fracassado na visão dos "exatos" eu existo, pois só eu sou eu...
Assim desse jeito silencioso!!:.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

.:Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe
entre o núme
ro um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio:.

terça-feira, 25 de julho de 2006

.: Durante o vento que soprou
Uni minhas mãos ásperas,
Andei assim em fingido vôo
Sabendo-me entre duas castas.
Vim buscar o que perdi
Entre as coisas que te dei.

Refúgio de minhas ilusões
Dédalo infinito de paixões.
Abstrato modo de se ver
Difuso e claro ao mesmo tempo,
Espero conhecer bem o porquê,
Sinto novamente soprar o vento :.
Apaixone-se definitivamente pelo seu sonho - o sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu.
Apaixone-se pelo seu talento - mesmo que seu lado crítico insista para você escolher realizar outras coisas mais "convenientes".
Apaixone-se mais pela viagem do que pela chegada a seu destino - a primeira é garantida.
Apaixone-se pelo seu corpo - mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você realmente possui.
Desapaixone-se de seus medos - eles minam sua alegria de viver.
Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas - ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor.
Apaixone-se por aquelas besteiras saudáveis que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse - elas ajudam a sobreviver!
Apaixone-se pelo sol - ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer.
Apaixone-se por alguém - não espere alguém se apaixonar antes por você só por garantia e segurança.
Apaixone-se pelo seu próprio projeto de vida - acredite, não dá certo fazer isto a dois.
Apaixone-se pela dança da vida, que está sempre em movimento dentro da gente, mas que por defesas nós teimamos em aprisionar.
Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material.
Apaixone-se por suas idéias - mesmo que tenham dito que elas não serviam pra nada.
Apaixone-se por seus pontos fortes - mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro.
Apaixone-se pela idéia de buscar verdadeiramente momentos felizes - felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.
Apaixone-se pela música que você pode ser para alguém...
Apaixone-se por SER HUMANO!
Apaixone-se definitivamente por VOCÊ!

sábado, 22 de julho de 2006

Desejo uma fotografia.
como esta - o senhor vê? - como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.
Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.
Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...Não...
Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.... Posted by Picasa
quero sempre poder lembrar de momentos bom e dar os sorriso que me lembro ter dado um dia na minha infância.
Pequenos momentos é que fazem a vida grande e esperar grandes feito deixa a vida pequena.
PAI, EU TE AMO... Posted by Picasa

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida e a maior empresa do mundo. Só você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torce por você. Gostaria que você sempre lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalho sem fadiga, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, seguranças no palco do medo amor no desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso , mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso , mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos , mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida apesar de todos os desafios,
incompreensões e período de crise.
Ser feliz não é uma casualidade do destino mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz não é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar um deserto fora de si mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma e agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir uma crítica, mesmo que injusta, é beijar os filho
s, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar: eu errei!
É ter ousadia para dizer: me perdoe!
É ter sensibilidade para expressar: eu preciso de você!
É ter capacidade de dizer: eu te amo!
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz.
Que nas suas prim
averas você seja amante da alegria.
Que nos seus inve
rnos, você seja amigo da sabedoria. E você ficará cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrira que:
Ser feliz não é ter uma vida perfeita mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar a inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de
ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível e...
Você é um ser humano especial !!!

Amo vc Meu amigo....
Estes são: o futuro jornalista Davi e o futuro Publicitario Marcelo...
E uma parte fundamental da minha vida...
O que seria da vida se não fosse os amigos de verdade ? Posted by Picasa
Aniversário do Luciano...
O bom da vida é saber que temos pessoas especiais e que nos querem bem...
Feliz Aniversario Lú...